quinta-feira, 11 de julho de 2013

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Postado por Nathalia Gomes às 14:31 0 comentários






São dezessete horas, o sol tá descendo por trás não sei de quê, acho que por trás das montanhas, como nos meus livros da terceira série. Sei que o quarto tá tingido de uma cor tão melancólica que me entristece um pouco mais a cada minuto que passa; acho que me entristece por que sol se pondo parece sol nascendo às cinco... as cores no quarto. Você sabe, né? E tudo isso tá me lembrando que eu vou acordar de novo sozinha. 
Você não sabe, ou talvez saiba, mas é tão triste estar só cinco horas da tarde ou da manhã. 
Mas você quis assim e... o que se há de fazer?
Escrevo essas coisas com aquela cara de tristeza de sempre, querendo dar replay naqueles dias que a gente viveu junto, embora querer lembrar me faça parecer estúpida.
Todas as noite, assim que eu consigo dormir, eu sonho com você, sabia? Umas vezes foi água escorrendo entre meus dedos, noutras vezes, assim que chego pra te tocar, você some, que nem cabelinho de anjo quando desce do céu. 
É assim que eu sinto, sabia? Chegando tão perto e, de uma hora pra outra, me encontro num quarto escuro, por que já são seis e meia e a luz ainda tá apagada.
E eu esqueci que tenho medo de escuro, enquanto escrevia sobre você.
Mas agora que eu lembrei que você não tá comigo e que o quarto é escuro demais pra mim, vou levantar pra ligar a luz, lavar o rosto, arrumar o cabelo.
Preciso existir pra alguém... Nem que seja pra mim. 
 

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